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Não Depilem a Malvadinha
Não depilem a malvadinha Ela anseia juízo, ternura, acalmadinha Quando muito uma carícia leve Uma aparada e delicada escovadinha Não desfolhem esta rosa onírica Esta orquídea lírica, cheia de esplendor Quando cuidadinha e atiçadinha É o vinho raro em coquetel de amor Não descuidem da mimosinha Jardim de graça e mais puro encanto Onde eu passeio os meus pecados Em riso, gozo e acalanto Não devastem esta floresta única Que protege o manancial do amor O pelinho é o toque angelical Como o espinho protegendo a flor Não baguncem com a encrenquinha É nela que o poeta encanta o verso Foi feitinha e ornamentadinha Pelo grande escultor do universo Não profanem minha queridinha Que foi feita assim cabeludinha Forradinha, perfumadinha, discretinha Rainha, acima de qualquer rainha.
Joao das Flores
Publicado em 07/09/2009 às 19h04
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